Guarani de Fumagalli chega à final da Série C com maior virada da história

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A maior virada da história dos campeonatos nacionais foi na semifinal da Série C do Brasileiro de 2016. Depois de ter perdido por 4×0 no jogo de ida em Natal, o Guarani superou todas as expectativas e redefiniu o conceito de impossível no futebol, aplicando 6×0 sobre o time potiguar na noite desse domingo. O feito sobre o qual sites e jornais buscam palavras para definir teve como grande protagonista o veterano Fumagalli. O meio-campista de 39 anos fez 3 gols e deu 1 assistência na incrível vitória bugrina no Brinco de Ouro da Princesa. Isso sem falar numa bola no travessão em cobrança de falta de muito longe.

O Guarani precisava vencer por 5 gols de vantagem para avançar à final da Série C do Brasileiro. E, logo aos 8 minutos de jogo, Fumagalli cobrou falta na cabeça do zagueiro Leandro Amaro, que botou na rede e deu esperanças à torcida alviverde de Campinas. Aos 24, Fumagalli resolveu bater direto uma falta e fez um golaço, aumentando a esperança bugrina.

A partir desse momento, Jones Carioca, artilheiro da Série C com 12 gols, começou a colaborar para a realização do milagre no Brinco de Ouro. Aos 26, depois de cruzamento da direita, Jones tocou na bola e ela foi na trave. O detalhe é que o centroavante abecedista estava livre até da presença do goleiro bugrino. Aos 31, Jones Carioca discutiu com Fumagalli e levou amarelo do árbitro. Seguiu reclamando e foi expulso, deixando o ABC, que já estava mal, com um jogador a menos em campo.

Veio o segundo tempo e o Bugre foi pra cima. Logo aos 3 minutos, Fumagalli recebeu cruzamento de Gilton da esquerda, dominou e chutou para o gol. A bola desviou na zaga e entrou: 3×0 e torcida enlouquecida. Do lado abecedista, Geninho tentou estancar a sangria e tirou o meia Lúcio Flávio para colocar o volante Márcio Passos, isso ainda no intervalo. Mas de nada adiantou a precaução defensiva. Aos 9 minutos, Auremir cruza da direita e Fumagalli chuta e a bola bate no zagueiro, bate de novo nele e entra. Era o 4×0 que levaria a decisão da vaga na final para os pênaltis.

Aos 24, Pipico manda no travessão como quem manda o recado para a torcida de que o impossível estava amadurecendo. Sete minutos depois, Alex Santana, que havia entrado no lugar de Evandro ainda no intervalo, chutou de fora da área e acertou o ângulo. É certo que esse momento vai ficar cristalizado na cabeça do bugrino como uma redenção divina. Depois de tantos anos de fracassos e descensos, tudo voltou a conspirar a favor do Guarani. Que chute! A impressão que deu foi de que tudo agora vai voltar a dar certo para o Bugre. Era o 5×0 de que o time campineiro necessitava.

Aos 33, o último susto. Cleiton cabeceou e Leandro Santos espalmou. Se o ABC fizesse 5×1, voltaria a estar classificado para a final. Por isso era importante ter mais um gol de vantagem. E ele veio um minuto depois, quando Pipico aproveitou cruzamento da direita e cabeceou no canto direito de Edson.

O 6×0 em Campinas vai ser lembrado por muito tempo como exemplo de reação em jogos de mata-mata. Pena que apenas pouco mais de 3.500 torcedores bugrinos foram ao estádio.

Agora o Bugre vai tentar alcançar seu terceiro título nacional em sua história. Vale lembrar que o Alviverde Campineiro já foi campeão da Primeira Divisão em 1978 e da Segunda em 1981. A final em dois jogos será contra o mineiro Boa Esporte e o primeiro jogo será no Brinco de Ouro, com a finalíssima marcada para Varginha.

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